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13/02/2007
costumes sexuais
BREVE ENSAIO ANTROPOLÓGICO

por Guerman Grachev (inglês)
tradução (português) por Carol Beck
In Tribal and Asian nations have flabbergasting approach to sexual relationship
PRAVDA ENGLISH - publicado em 07/02/2007

LINK RELACIONADO: PEQUENA HISTÓRIA & GEOGRAFIA DO SEXO

 

 

 

ESQUERDA: Ilustração do Kama-Sutra, o mais antigo e tradicional manual de práticas sexuais de que se tem notícia. O Kama-sutra, não somente ensina numerosas posições possíveis ao coito; também fala dos tipos físicos mais adequados para formar um casal em conjunção carnal.

EMBAIXO: Estatuetas ilustrativas do sexo, uma espécie de kama-sutra nepalês. A terceira imagem (esq./dir.) mostra a posição "cunilíngua acrobático", ou seja, no Nepal, quem está fora de forma pode "pendurar chuteiras"...

DIREITA: O Taro erótico, coisa de ocidental, inclui algumas taras pesadas e outras aberrações como o anão felador que se vê na carta acima, O Imperador - In TAROPEDIA

 

Pesquisadores que investigaram os rituais de corte e técnicas sexuais em diferentes sociedades descobriram interessantes variações de comportamento entre os povos e/ou nações. Na maioria da vezes, o sexo é retratado sob o o ponto de vista masculino, nos mais antigos convites amorosos, considerando a mulher sempre tendo a função de objeto de desejo do homem. A mulher só muda de posição em algumas seitas Tantricas. As emoções sentidas pelos casais de diferentes sociedades pode variar de qualidade, se estende do amor e ternura passando de hostilidade para agressão.

É uma pequena surpresa. Os Papuas da tribo Dobu por exemplo, normalmente, raptam de propósito as mulheres da tribo inimiga. Portanto, há uma relação de amor e ódio entre o casal. O marido é amedontrado por sua mulher dia e noite.

Os membros da tribo Gousia, no sudoeste do Kenya, defendem um modo sádico de relacionamento sexual. A mulher tem que lutar com unhas e dentes durante a relação. O homem, por sua vez, tem maior prazer em abusá-la fisicamente; ele se diverte vendo-a gemendo e chorando devido aos abusos e dor infligidos.

Esse tipo de sexualidade é moldada durante a infância. Garotas são reprimidas se mostrarem interesse sexual prematuro, entretanto os garotos são reprimidos e encorajados alternadamente. Um rito especial faz parte dessa educação sexual. Logo após a circuncisão, os adolescentes são colocados num local isolado onde eles encontram garotas nuas da mesma idade. As garotas começam uma dança lasciva cujo objetivo principal é provocar ereção; a garota e o garoto que não conseguem passam por humilhação e galhofa.

A atitude com respeito as partes erógenas do corpo varia muito também. Os seios femininos atraem tanto europeus quanto africanos. Todavia, os seios femininos não provocam em nada os homens da tribo Mangaia da Polinésia. Eles acreditam que os seios só servem para amamentação.

Entre nativos do "Novo Mundo" e mesmo na África, o influência dos missionários cristãos alterou notavelmente o modo de encarar e praticar o sexo. Os europeus tratam esse assunto, desde tempos imemoriais, de uma maneira desconfortável, sob a ótica do "indecente". Nesse contexto é comum a preferência da abordagem da mulher por trás, de modo que os parceiros não se olham. Até o século XIX, os homens europeus tratavam a mulher como uma criatura assexuada e, assim, a mulher ocidental muito freqüentemente mentiu durante o sexo, fingindo indiferença.

Diferente dos homens europeus, o homem da tribo Mangaia é mais democrático no sexo. Eles acreditam que a mulher pode se movimentar a vontade durante o coito, e ambas as partes envolvidas podem fazer uma troca mútua até um orgasmo espetacular.

Esquisitices sexuais (inovações) e técnicas eróticas surgiram em sociedades em que o sexo é tratado com grande importância (Índia e China). A técnica as vezes tem qualidade de culto religioso. Uma antiga prática sexual chinesa se apresenta curiosa hoje em dia: de acordo com ela, o homem pode levar a mulher ao orgasmo sem ejaculação no processo. O objetivo é absorver a energia da mulher, o Yin - preservando-a, apropriando-se dela, enquanto guarda intacto o Yang ou seja, sua própria energia sexual. Quanto mais Yin ele absorve e preserva a sua parte Yang e mais forte o homem fica.

 

 

 

KAMASUTRA RUSSO

Um livro antigo com descrições detalhadas dos costumes e tradições sexuais da Rússia foiencontrado em um remoto vilarejo de Vologda. O volume, do século XVIII, foi entregue como brinde a um colecionador que visitava o local em busca de antiguidades . O kamasutra russo é pequeno, adornado com corações e pertenceu a um convento. Por pouco o livro não se perdeu pois estava destinado a servir como combustível de lareira do proprietário.

O autor desconhecido fala dos diferentes tipos de relações sexuais através do sistema "pergunta-resposta". Nada puritano o manual é minucioso, abordando o sexo anal, oral e a masturbação para homens e mulheres.  Além disso, há instruções para "cancelar" os pecados sexuais eventualmente ou sempre cometidos. Uma única oração deve ser repetida entre 400 e 800 vezes dependendo do grau de cabeludisse da transação (a extensão do pecado). Acredita-se que o livro servia como instrução para religiosos poderem aconselhar os paroquianos atormentados pela dúvida em torno de problemas sexuais.

FONTE: Ancient Book of Russian sexual traditions found in Russian Province
In PRAVDA ENGLISH publicado em 08/01/2005

 

 



O Kama Sutra é o mais antigo manual de técnicas amorosas e foi escrito pelo sábio Vatsyayana há dois mil anos. O sábio descreve oitenta quatro posições no seu livro. Seus seguidores adicionaram mais 650 posições na lista.

Ashram Rajnish, um moderno defensor da doutrina neo-Tantrica, concebeu uma filosofia ou caminho de evolução espiritual fundamentado no relacionamento sexual entre homem e mulher. Rajnish é confiante que "Toda a vida é ligada ao sexo; toda vida chega através do sexo." Seus discípulos acreditam podem elevar o simples sexo físico.

Eles usam o "supersexo" como um instrumento de perseverança do espírito. O conceito é formado um pouco pelo Ocidente e muitos mestres espirituais acham parecidos. Rajnish tem uma visão nada conformista do casamento moderno, que ele acha que é uma variação de prostituição legalizada. Amor vai e vêm porém as pessoas dividindo a pouca afeição no mundo. "Vivendo juntas por causa de segurança. Vivendo juntas pelo suporte financeiro. Vivendo juntas por qualquer razão; salvando o amor, o casamento é uma prostituição legalizada." - segundo Rajnish numa entrevista.

 

edição: Mahajah!ck

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